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EX-PREFEITOS DA CIDADE DE SANTA HELENA DE GOIÁS |
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Custódio P. Vêncio |
Eloi Alves Batista |
Gessé Aguiar e Silva |
Anísio Marques (09/04/1957 a 10/04/1961) |
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Agenor Borges do Prado 2º Mandato: 31/01/1970 a 31/01/1973 |
Turmin Azevedo 2º Mandato: 31/01/1973 a 31/01/1977 |
Antônio Garcia |
Gercino Martins Parreira |
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Avimar Jacinto Cabral |
Alcides Rodrigues Filho |
Flávio Lomeu de Castro |
Judson Lourenço da Silva |
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LOCALIZAÇÃO DO MUNICÍPIO DE SANTA HELENA |
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HISTÓRIA DE SANTA HELENA
No dia 08 de outubro de 1.938 foi realizado um “mutirão” para descortinar o terreno da futura sede deste rico e promissor município. Muitos fogos de artifícios estrondavam sobre a espessura das árvores que estavam sendo derrubadas, e as vozes dos lutadores entoavam coros uníssonos de “VIVA SANTA HELENA”. À tarde, houve um animadíssimo churrasco, como símbolo de satisfação e de confiança na vitória do grande ideal.
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A verdadeira história de Santa Helena está ligada
a uma faixa de terra, próxima a Rio Verde, banhada pelos rios Verdão e São
Tomás. Localizadas entre dois rios, havia, por volta de 1934, duas fazendas:
São Tomás e Campo Alegre. Esta última, que era cortada por um ribeirão do
mesmo nome, pertencia à fazendeira Narcisa da Costa Leão. À época, também já
habitavam à margem do Ribeirão Campo alegre as famílias Bueno (com seus
chefes Manoel, vulgo "Bem Bueno", João e Joaquina), Rodrigues da Silva ou
"Modesto" (com José, Antônio e Wenceslau), Barros (com João, vulgo "Pancão",
Antônio, vulgo "Cavú" e Lucinda de Jesus, apelidada de "Dica") e Martins
(com Antônio, João e Quirino e outros).
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O município está localizado na microrregião
vertente goiana do Paranaíba, no Sudoeste de Goiás. De terras relativamente
planas, a região é de alta fertilidade. O município é uma força expressiva
na produção agrícola de Goiás, sendo detentor de uma produção moderna, feita
através de irrigação e mecanização. Destacam-se as culturas de algodão e
cana-de-açúcar.
Conscientizados, os agricultores diversificaram as culturas, diminuindo
assim a poluição do ar e das águas e recuperando o sistema ecológico. As
indústrias de beneficiamento de algodão, responsáveis pela prosperidade do
município, hoje estão em número bastante reduzido, mas continuam sendo uma
das maiores fontes de renda, de emprego e de exportação.
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Folclore (ano de 1939) *Versos sobre a criação do povoado"
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A ORIGEM DO NOME SANTA HELENA DE GOIÁS
Custódio P. Vêncio era devoto de Santa Helena, mas no início fora criado o distrito de "Ipeguary", pelo motivo de ser a cidade - naquela época simples povoado - banhada pelo Ribeirão Campo Alegre, que corta o Município na direção Oeste-leste. A palavra é de origem indígena e "ipê" significa "campo" e "guary" significa "alegre". Portanto, campo alegre. Quando houve a emancipação, atendendo à opinião dos principais habitantes, registrado em cartório abaixo assinado dirigido à Assembléia Legislativa do Estado, voltou o nome escolhido pelo fundador. O Município foi criado com o nome de Santa Helena.
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CUSTÓDIO P. VÊNCIO FUNDADOR DE SANTA HELENA DE GOIÁS Custódio
P. Vêncio, nascido a 3-02-1896, na cidade mineira de Dores do Campo Formoso,
ainda distrito do município de Uberaba. Faleceu em Goiânia no dia
17-06-1960. Seu féretro foi trazido para o campo santo da cidade que fundou. Como se sabe, nenhum evento social pode ser realizado isoladamente. Surge então a nobre figura do Sr. Custódio P. Vêncio, fazendeiro radicado em Buriti Alegre, Estado de Goiás. Em 1934 adquiriu aqui vasta área de terras. Sempre alimentava o ideal de fundar uma cidade, que receberia o nome de Santa Helena, em reverência à sua divindade protetora, segundo a sua fé. Houve assim, a comunhão de pensamentos positivos em prol da germinação daquela semente que jazia no subsolo de muitos corações. Persuadidos pelo companheiro em quem confiavam, os amigos do Sr. Custódio também precedentes de Minas Gerais, aderiram-se à sua idéia e juntamente com as famílias dos irmãos Antônio e José Augusto; de José da Silva Galvão; dos irmãos Ferreira de Souza; de José Martins dos Santos; de Leonel Ferreira de Ázara e de outros, passaram então a colocar em prática a construção do novo município. Dentre estes visionários podemos citar as famílias: Maia de Freitas, Leal, Leal Magalhães, Parreira de Freitas, Pires de Oliveira, Arantes, Del'Acqua, Rodrigues de Castro, Borges do Prado, ribeiro da Cunha, Cruz Montes, Paniago, Alves Pereira, Alves Diniz, Marques de Oliveira, Avelino Borges, Alves Garcez, Arantes de Souza, Freitas Silva, Rego, Seabra Guimarães, dentre muitas outras famílias que enxergaram o grande potencial destas terras férteis e acreditaram no sonho do Sr. Custódio P. Vêncio e juntos fundaram uma das cidades mais produtivas do Sudoeste Goiano.
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DOM MIGUEL PEDRO MUNDO
Aos 25 de julho de 1937 nasceu em Staten Island (New York) Miguel Pedro Mundo, aquele que seria conhecido pelo carisma com que Deus o premiou. Após uma vida intensa de estudos iniciada ainda nos Estados Unidos, onde se diplomou em Filosofia, Letras e Teologia, Dom Miguel foi ordenado sacerdote no ano de 1962, onde foi Padre Diocesano na Paróquia de Canden – New Jersey. Ainda nos Estados Unidos atuou como vigário cooperador na Paróquia de Santa Rosa em Haddon Heights – New York, durante 1 ano e três meses. Iluminado pelo Espírito Santo, Dom Miguel chegou ao Brasil no ano de 1963 onde trabalhou na Paróquia de Santa Helena como Vigário Cooperador até se tornar Pároco em 1972, função que exerceu até o ano de 1999, quando de sua nomeação para Bispo Diocesano de Jataí em 1 de maio de 1999. Falar sobre Dom Miguel sem mencionar o imenso valor que ele dava às famílias é desmerece-lo. Dom Miguel plantou em cada lar santelenense a semente de que uma sociedade sadia se faz com uma família também sadia. Através de sua simplicidade, humildade e solidariedade dedicou toda a sua vida aos pobres, aos mais necessitados de amor e da palavra de Deus, sem distanciar-se um só momento de seu objetivo maior: promover a paz, união, a fraternidade e o amor. Pastor humilde que foi, sempre pregou a não violência e o amor ao próximo. Fatidicamente teve a sua vida ceifada no dia 18 de maio de 1999, vítima da violência de um assalto. Ser humano de inigualável carisma, Dom Miguel sempre se fez presente em todos os momentos da história de Santa Helena. Construiu igrejas, creches, centro de treinamento, rádio difusora, lar dos velhos e muitas outras obras beneficentes, mas o seu maior legado vai além das coisas materiais. Dom Miguel era um homem iluminado. Era só prestar atenção em seu sorriso de criança, em seu semblante sempre iluminado. Ele tinha o dom supremo de sorrir com o coração e sempre que o fazia sentíamos a forte presença de Deus em sua pessoa, irradiando luz, paz, esperança e a certeza de que tudo é possível quando existe o amor. Queremos dedicar ao nosso saudoso Dom Miguel o nosso eterno muito obrigado e pedimos confiantes, que em sua bondade infinita olhe sempre por todos nós santelenenses e que os seus ensinamentos e exemplos continuem vivos em nossa memória e em nossos corações. Muito Obrigado, Dom Miguel Pedro Mundo!
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SANTA HELENA COMO ERA ANTES Na foto abaixo a antiga Igreja Matriz de Santa Helena
PRIMEIRO CALÇAMENTO DE RUA EM SANTA HELENA Na foto abaixo o primeiro calçamento de ruas realizado em Santa Helena de Goiás: Rua Custódio P. Vêncio e Rua Pedro Romualdo Cabral. O Diácono José Alves, da Igreja Católica, aparece nesta foto ajudando o calçamento.
COLHEITA MANUAL DO ALGODÃO Na foto abaixo a colheita do algodão, nos primórdios dos anos 60, era feita manualmente e ensacada também manualmente. A grande produção do algodão tornou Santa Helena de Goiás conhecida como a Capital Nacional do Algodão. A lavoura do algodão foi introduzida no nosso município pelo Sr. Paulo Lopes, falecido em trágico acidente aéreo no ano de 1982. Paulo Lopes muito contribuiu para o desenvolvimento econômico de Santa Helena. Seus filhos são hoje precursores do pai e atuam de forma significativa na economia municipal.
Fonte: "Memórias de Santa Helena de Goiás", obra de grande valor cultural e histórico escrito pelo Professor Acadêmico, Escritor e Pesquisador Sr. César de Freitas Silva, publicado em 1980 pela (Unigraf ) |